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Motorola One Action em review

O Motorola One Action faz jus ao nome. Primeiro da Motorola com câmera tripla, o smartphone distancia-se de concorrentes similares por trazer um sensor dedicado à filmagem, com uma action cam ao estilo GoPro para gravar vídeos em movimento. O trunfo do lançamento, no entanto, não cessa em suas qualidades fotográficas: tal como o Motorola One Vision, o smartphone possui tela em formato 21:9 com um furo para abrigar o sensor de selfies, além de ficha técnica intermediária com processador octa-core.

Anunciado no Brasil em agosto de 2019 com o preço sugerido de R$ 1.799 e encontrado atualmente no comércio eletrônico por volta de R$ 1.500, pergunta-se: vale a pena comprar o celular Motorola? De cara, podemos dizer que o Motorola One Action possui bom desempenho e pegada confortável. Confira todos os detalhes e as especificações do aparelho nas linhas a seguir.

Câmera tripla (e de ação)

A câmera dupla se tornou uma marca registrada de quase todos os celulares da Motorola há alguns anos. O Motorola One Action, porém, quebra esta tendência ao trazer um sensor extra, agregando um sistema triplo ao lançamento, mas com foco em vídeos, diferentemente de concorrentes como o Galaxy A50, Huawei P30 Lite e Zenfone Max Shot.

A câmera de ação (ou action cam, como preferir) é o recurso principal do Motorola – daí o motivo para o nome “Action”. Além de dois sensores para fotos, o smartphone conta com um terceiro dedicado a vídeos, capaz de filmar com as resoluções HD, Full HD ou Full HD em 60 quadros por segundo (qps).

O sensor segue os passos da GoPro, já que é acompanhado por uma lente ultra wide de 118,8º com estabilização via software. O conjunto mostrou-se ideal para gravar cenas em movimento, como escadas, caminhadas, entre outras situações similares, mas não chega a ser uma opção a quem busca produzir vídeos de alta qualidade.

Outro ponto que merece atenção é o fato de que o celular grava vídeos na horizontal mesmo quando o usuário está segurando o smartphone na vertical, o que traz mais conforto e comodidade na hora de utilizar a câmera de ação. Além disso, é possível tirar fotos com a action cam enquanto filma, o que permite a captura de imagens em ultra wide. Pena que os resultados não agradam em especial quando se trata do nível de detalhes.

O Motorola One Action conta ainda com outras duas câmeras que, diferentemente da action cam, são utilizadas tanto para fotos quanto para vídeos. Uma delas compreende o sensor principal, que possui 12 megapixels e realiza capturas com cores fiéis à realidade e nítidas, mas não chega a impressionar.

À noite, por outro lado, a história é outra. Há uma perda perceptível na qualidade, já que o celular pode até capturar bem a iluminação do ambiente, mas as fotos ganham um aspecto meio “borrado”, independente se há muito movimento ou não na cena.

A câmera secundária de 5 megapixels é utilizada apenas para auxiliar na captura da profundidade de campo. Dessa forma, o celular possui suporte ao popular Modo Retrato, que funciona de maneira precisa e permite o ajuste da intensidade do efeito durante a captura. O sensor também fornece alguns efeitos interessantes, como retratos com o fundo em preto e branco, por exemplo.

O sensor de selfies possui 12 megapixels e não se diferencia tanto da câmera traseira, e também possui suporte ao Modo Retrato. O efeito, porém, opera via software, característica que tende a reduzir a precisão do recurso.

Tela em formato 21:9 com câmera embutida

O visual traz um grande diferencial: o formato 21:9. Na prática, isto significa que o smartphone possui o corpo mais esticado que os rivais Galaxy A70, Huawei P30 Lite, e até mesmo outros da mesma marca, como o Moto G7 Plus.

A novidade é muito bem-vinda quando o assunto é ergonomia. O celular se encaixa confortavelmente nas mãos até mesmo quando é necessário pressionar algo que se encontra na parte superior do display. O smartphone também não passa o aspecto de grandalhão, apesar de ser bem mais alto do que a média do mercado.

A adaptação ao novo formato é rápida, mas requer um pouco de atenção. Isto porque, como a largura do celular é mais estreita, a digitação tornou-se meio atrapalhada logo nos primeiros dias. Somente após a primeira semana que comecei a utilizar o teclado sem embaralhar letras, símbolos, números, entre outros caracteres.

Outro item que chama a atenção no lançamento é a câmera de selfies. O sensor frontal está posicionado em um furo na tela, assim como no Galaxy S10. O recorte, no entanto, é grande demais e ocupa uma área preciosa do display. O impacto é sentido diretamente durante a reprodução de jogos, por exemplo, já que o toque em áreas próximas ao sensor fotográfico torna-se quase impossível.

Já a tela mede 6,3 polegadas e tem bordas finas na parte superior e laterais, com exceção do queixo, e a resolução é Full HD+ (2520 x 1080 pixels). O conjunto de características mostrou-se ideal para assistir à filmes e séries, especialmente por conta das cores vivas emitidas pelo display.

O celular está disponível nos acabamentos Azul Denim e Branco Polar.

Desempenho ideal para jogos

Mesmo na categoria de celulares intermediários, o Motorola One Action não deixou a desejar em momento algum. Com o processador Exynos 9609 (octa-core com velocidade de até 2,2 GHz) e memória RAM de 4 GB, o lançamento da Motorola entregou desempenho fluido e ágil no dia a dia, com apps de redes sociais (Twitter, LinkedIn, Instagram, WhatsApp e Telegram), produtividade (ProtonMail, Evernote, Slack, Trello, Outlook e Todoist) e entretenimento (Netflix e YouTube).

O mesmo resultado é encontrado em jogos. Durante os testes, títulos como PUBG rodaram com os gráficos no máximo, sem evidências de travamentos ou engasgos.

O armazenamento também merece elogios, pois entrega ao usuário 128 GB, espaço suficiente para baixar muitas fotos, músicas, entre outros tipos de arquivo. O telefone ainda permite expansão via cartão de memória microSD de até 512 GB.

Bateria para um dia inteiro

Com bateria de 3.500 mAh, o smartphone da Motorola passou 13h30 longe das tomadas. O teste foi conduzido com uso intenso de apps de redes sociais e produtividade, além de 3h35 de streaming de música no Spotify, 50 minutos de reprodução de vídeo no Netflix, 1h50 de tethering (compartilhamento de internet via Wi-Fi) e partidas de PUBG por 55 minutos.

A marca é positiva ao levar em consideração de que, com uso moderado, o celular chegou a alcançar 24 horas de uso. A autonomia, entretanto, se limita a esta marca.

Um ponto fraco do celular é o tempo de recarga. Apesar de a Motorola anunciar que o smartphone possui carregamento rápido, foram necessárias 2h10 para completar a capacidade da bateria. Em tempos em que a fabricante vem investindo bastante nesse tipo de tecnologia, o resultado é bem frustrante.

TechTudo

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